4.9.16
luto pela democracia
10.2.16
26.12.15
Um natal bem nativo
Neste ano estou publicando aqui estes quadrinhos que, originalmente, tinha feito para dois cartões de Natal impressos. As artes originais eram pintadas com tinta acrílica,e reeberam alguns retoques de photoshop nesta edição. Temos a araucária, pinheiro nativo do sul do Brasil como tema de uma breve reflexão ambientalista, e uma lenda sobre a estrela de Belém.
31.1.15
nous sommes charlie
13.7.14
Max und Tupi
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| Clique sobre a primeira imagem para ampliar. |
14.7.12
Tupinanquim: gibi número 0
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| capa original, com cores de Eguelson Almeida |
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| versão inédita |
Veja também as publicações: Tupinanquim e o ECA, Os arroios urbanos de Ponta Grossa, Gibi virtual nº 1, Gibi virtual nº 2, O Tupinanquim no universo da poesia (Livro Desenhos de Linguagem).
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| desenhos de Rodrigo Stella |

26.10.11
EsporTe, Vê
17.9.11
999 dias para a Copa do Brasil
Esta animação, ja conhecida pelos visitantes do blog em seu formato swf, está agora no youtube comemorando a contagem regressiva para a copa do Brasil 2014.
abraços, Erick.
21.12.10
o eclipse

26.6.10
HQ CRAQUES DA DÉCADA pág 10
24.6.10
HQ CRAQUES DA DÉCADA pág 9
23.6.10
HQ CRAQUES DA DÉCADA... pág. 8

11.6.10
copa dos blogs
Olá, pessoal.
Como a minha animação ta pesadinha e demora um pouquinho pra carregar, e enquanto a Poty e o Tupi cochilam ali se preparando pra entrar em cena, dá tempo de você ler essas curiosidades:
Este post faz parte de um jogo chamado “copa dos blogs” idealizado pelos cartunistas Cléber B. e Wesley Samps. Pra ver de onde veio a bola do nosso desenho animado, ◄◄ volte no jogo através desse link. Pra saber onde ela vai parar, avance no jogo!►►
Sobre o desenho animado:
Bom, eu adoro os bonequinhos buddypoke, do orkut, especialmente porque eles permitiram criar uma versão bem caracterizada do Tupinanquim em 3D, e desde 2008 venho brincando com as imagens e pequenas animações do aplicativo orkuteano. Esse cartum animado, porém, é bem mais complexo, e utilizei os frames (quadros de movimento) de diversas breves animações do aplicativo, editando praticamente quadro a quadro toda a animação, no flash MX (2D). Não foi nada fácil e levei semanas pra concluir essa etapa do desenho; num próximo post mostrarei mais algumas curiosidades de bastidores. Eu disse “essa etapa”, porque vou desenvolver o desenho numa versão mais completa, que será publicada em outro formato de arquivo, no youtube! Como essa versão é bastante curta, achei desnecessário incluir uma “ficha técnica” dentro do desenho, mas não poderia deixar de mencionar os autores da música: ela é uma introdução a uma versão roqueira do nosso hino nacional, e foi gravada no início dos anos 90 por uma banda de garagem chamada Amazon, formada por Marko, Cláudio Aricó (guitarras) e Ronaldo Cardonetti (bateria – informações fornecidas pelo filho do Cláudio, Diogo).
Quero aproveitar e agradecer (e parabenizar) ao wesley, cléber, eurico e a toda a galera que ta participando dessa brincadeira, e por terem incluído o Tupinanquim nessa. O curumim tá super-feliz e, como a todo brasileiro, é impossível não ter alguma expectativa em relação a esse torneio planetário de futebol que começa hoje na África do Sul. Boa sorte e boa arte pra todos nós!!!
4.6.10
chegando a hora
erê, pessoal. chegando a hora do início da copa 2010, e enquanto a Poty entra em frenesi, eu fico nervoso e rezo... rs; não tô postando muito aqui no blog ultimamente, eu sei, mas é q em época de copa do mundo nossas atenções ficam voltadas para o esporte e ando treinando bastante, como vcs puderam ver nas páginas de quadrinhos q o Erick postou há algumas semanas... hehehe, confesso q ali eu não estava muito bem, mas já estou melhorando e vocês vão perceber isso nas próximas atualizações do blog, qdo mostraremos até um filminho... queria contar mais, mas será uma graaaaaaaaande surpresa!
prometo q de agorta em diante não vamos mais demorar tanto com as novidades, q não faltam por aqui em Itaquessaba. Bola pra frente, Brasil!
Poty em versão buddypoke
18.5.10
a cunhantã e seu xerimbabo

Essa é a Potiquitã, irmãzinha do Tupinanquim. Como sabem, o Tupi é um "curumim urbano", menino índio que mora na cidade e preserva a cultura de seu povo; o mesmo, é claro, acontece com a Poty, só que menina índia é cunhantã (ou 'cunhatã', porque a língua Tupi ainda não tem uma ortografia unificada, nem mesmo uma gramática única/oficial, já que são muitas sublínguas provenientes do mesmo tronco). Optei por "cunhantã" porque vem da junção de duas palavras: cunhã (mulher) e tã ou têm (pequeno, jovem), logo, o ‘ã’ anasalado escreve-se em português “an” no meio da palavra precedendo a letra ‘t’: cunhantã! Então a Poty é a cunhantã urbana e logo apresentaremos as outras características e qualidades da personagem; mas já vou adiantar duas delas: além de adorar os animais, ela ama o futebol!!!
Mas hoje, já que comecei a falar na ortografia, vou explanar mais algumas coisas acerca dos nomes que derivam das línguas tupi (nheengatu e/ou tupi-guarani): o nome Potiquitã significa “botão de flor”, registrado como potykytã pelo dicionário do Luiz Caldas Tibiriçá[1]. Em 1998 adotei o nome com a ortografia das letras então oficiais, i ao invés de y e qui ao invés de ky, porque na época y e k estavam fora do nosso alfabeto; mas também porque já tinha criado o personagem principal com o nome
No ano passado tivemos a reforma ortográfica, que readmitiu as letras K, W e Y especialmente para o uso em nomes e em termos de origem estrangeira ou indígena; logo poderíamos adotar um nome como Potykytã sem precisar utilizar o itálico e sem parecer tão estranho para um personagem brasileiro; mas de qualquer forma ficaria diferente do Tupinanquim e, como já são alguns anos de divulgação (ainda que modesta) com essa ortografia, por enquanto manteremos Potiquitã e Poty. É claro que, até o lançamento de uma revista de grande tiragem poderei reavaliar a questão, que fica aberta a opiniões!
E finalmente, vamos ao bichinho de estimação da Poty, o cachorro Pucaxé: sobre o nome, baseei-me no dicionário do Gonçalves Dias [2], que registra pucá xoer = risonho! Logo, pucá xoér > Pucaxé! E ponto final. ... Ou será que podia ser Pucaxó?!!! Rs.
E o porquê de uma menina índia ter como xerimbabo (bichinho de estimação) um cão e não um animalzinho nativo, como um jabuti, papagaio, jaguatirica ou mico como a Tainá?! Porque, como já dissemos, ela é uma cunhantã urbana, e tem acesso às mesmas coisas que todas as crianças da cidade têm. Da mesma forma, o animal de estimação do Tupinanquim é um gatinho, o Nanquim, e ambos, Pucaxé e Nanquim, terão papéis importantes nas aventuras dos nossos jovens heróis tupiniquins!
Até a próxima!
9.5.10
dia das mães
31.7.09
A exploração das fontes e os detalhes quase subliminares
Essa tirinha é de 2007, e tinha sido publicada quadro a quadro no flog do Tupi, onde eu apenas havia mencionado a existência de alguns detalhes e recursos de linguagem, sem identificá-los, com a promessa de comentar detalhadamente em outro post... que é esse, dois anos depois... rs.
Bom, a primeira coisa que podemos observar no texto é uma mudança nas fontes, logo no primeiro balão. Bem característico dos quadrinhos e da publicidade, esse é um recurso mais visual do que textual. A Poty lê, ou finge que está lendo, e o texto que estaria no jornal é apresentado em fonte arial, tipográfica e comum a jornais impressos, ainda que, na cena, o que o texto representa imediatamente é a fala, e não a escrita.
Outro detalhe importante neste primeiro balão é a grafia: é claro que “ex-bítou Djôm Lênom” é uma representação incorreta, porém mais próxima da pronúncia de acordo com a fonética da língua portuguesa. Nos quadrinhos atuais a Potiquitã está no início de sua fase de alfabetização, como fica claro na sequência da tira, e assim ela não está de fato lendo; então eu representei as palavras como ela imagina que seriam escritas ou, simplesmente, como ela as pronuncia, pois não existe pra ela, ainda, a representação escrita e da língua inglesa, tão diversa da nossa na associação com os sons. Se ela estivesse lendo, provavelmente pronunciaria literalmente be-a-tle ao invés de beatle=‘bítou’. Da mesma forma, ela fala “o óculos”, como já é comum na nossa linguagem coloquial. Se estivesse lendo, ela diria evidentemente como estaria escrito no jornal: “os óculos”. No entanto, aqui cabe uma observação sobre certas liberdades que a língua escrita vem ganhando em função da língua falada, e a perda do plural na identificação pelo artigo na palavra óculos já é aceita (o óculos); bem como na palavra calças, que nesse caso perde também o seu ‘s’ final (as calças > a calça). Falaremos noutro post sobre essas “liberdades”, que não trazem nenhum prejuízo estético quando bem utilizadas, especialmente em crônicas e na ficção. 

Voltando à questão dos recursos visuais aplicados ao texto, pulemos pro último quadrinho, onde o adjetivo composto “estraga-prazeres” aparece inflado, ocupando quase todo o balão pra mostrar que ela está se expressando com veemência. Esse é um dos mais comuns recursos das histórias em quadrinhos, que nesses casos, bem como nas onomatopéias tipo “soc!”, “crás”, “bum!”, sempre tinham as suas letras desenhadas à mão. Atualmente é possível aplicar distorções e diversos outros efeitos visuais sobre qualquer uma das centenas de fontes disponíveis, através dos programas mais utilizados pelos desenhistas como o adobe photoshop!
Mas uma das coisas que eu mais gosto nessa tira está ainda no primeiro quadrinho, e relaciona-se com o contexto cultural/jornalístico no momento em que a produzi. Naqueles dias, além da bizarra venda em leilão dos óculos de John pela cifra de seis milhões de dólares, estavam nos jornais também as notícias sobre as mortes dos geniais cineastas europeus Michelangelo Antonioni e Ingmar Bergman, e tais referências aparecem, pequenininhas, no verso do “Jornal de papel” nas mãos da Poty. Só que na impressão ou na publicação em baixa resolução, na web, esses detalhes podem não aparecer, e nesse caso as referências perderiam sua objetividade, mantendo talvez, uma uma idéia vaga, subjetiva ou, como diria o Calazans, subliminar, uma "homenagem subliminar", diferente das mensagens subliminares agressivamante comerciais ou ideológicas presentes na mídia. O termo “jornal de papel” é uma sutil ironia, uma vez que hoje as notícias são veiculadas mais amplamente pela TV e internet, e a idéia do jornal impresso torna-se cada vez mais uma referência romântica, quase do passado. Outra sutil ironia está na manchete em letras maiúsculas: “O ÓCULOS DE SEIS MILHÕES DE DÓLARES”; mas apenas quem tem mais de 35 anos lembrará com certeza da série de TV protagonizada por Lee Major interpretando um ciborg, nos anos 70, intitulada “O homem de seis milhões de dólares”. Dizem que essas coisas, como as referências a nomes, jargões ou objetos de famosas séries de TV, ficam no imaginário popular mesmo em um nível subconsciente ou subliminar, e isso poderia explicar, por exemplo, o absurdo sucesso do telefone celular flip, modelo que simplesmente imita o comunicador da tripulação da nave Enterprise na maior série de fc da televisão... mas este foi criado nos anos 60, é referência de outras gerações... Quantas pessoas sabem ou lembram disso conscientemente?!
Bom, seja como for, detalhes curiosos sempre enriquecem uma história, mesmo que ela tenha só três quadrinhos! A tirinha que desmontei aqui tem um final clássico, muito comum em HQs curtas e desenhos animados, e isso também é um recurso próprio e sempre atual dessas linguagens. Não sei se em função dos detalhes, do final clássico ou, provavelmente, da reunião de ambos os recursos, essa tira representou um dos maiores sucessos de crítica no flog do Tupinanquim, como comprova até mesmo o número de comentários na postagem original do último quadrinho.
Nas próximas postagens falaremos da liberdade consciente e das “licenças poéticas” nos diálogos, da reforma ortográfica e, é claro, dos palavrões, censura e públicos (des)afinados, temas atualíssimos e importantes depois das polêmicas com alguns livros de quadrinhos e de contos na área da educação. E aguardem, para os próximos dias, uma nova HQ do Tupinanquim, de três páginas, com outro tema talvez ainda mais urgente: a gripe!
18.7.09
Maurício: meio século de História... em quadrinhos!
As histórias daqueles primeiros gibis do Cebolinha, de que me lembro bem e que eu mais gostava, eram duas da dupla Cebolinha e Cascão: uma em que o Cebolinha tinha feito um avião de madeira (mas que se não me engano era azul?!) que de repente voava de verdade, e outra análoga, sobre um carrinho de madeira onde um ia dentro e o outro empurrava, até encontrarem uma ladeira e perderem o controle ou algo assim... Há muitos anos não temos mais esses gibis (acho que eu e meu irmão devolvemos pra dona apenas as Mônica (que ela deve ter até hoje) e, por fim, extraviamos os Cebolinha [:S].
Mas o estrago já estava feito... rs. Como todo mundo li muito gibi da Disney, mas recebi outras influências como os livrinhos que reuniam as tiras da Mafalda, do Garfield e do Angeli/Chiclete com Banana (antes da revista bimestral ser lançada). Aos 10 anos comecei a acompanhar os gibis de super-heróis da DC, depois Conan, os quadrinhos eróticos da Grafipar; aos 17 produzi meu primeiro fanzine de quadrinhos, num gênero bastante rebelde, depois escrevi e desenhei vários gêneros, inclusive super-heróis. Mas fui me encontrar realmente no mundo dos quadrinhos quando, alguns anos depois de me tornar pai e aprender mais um monte de coisas com o meu filho mais velho, voltei à infância, à inocência dos quatro, cinco anos, e finalmente, reassumida minha primeira paixão literária que eram as histórias em quadrinhos do Mauricio de Sousa, surgiu o Tupinanquim, inspirado em meu filho Mozart em 1994, então com 4 anos e a exemplo da história do próprio pai/criador das Mônicas filha e personagem!
Oficialmente, o Tupinanquim nasceu em 1998, quando apareceu pela primeira vez numa exposição e também num jornal impresso, já basicamente com as mesmas características que tem hoje; o traço, é claro, evoluiu um pouco de lá pra cá: sempre gostei de um estilo um pouco mais realista tanto em quadrinhos como em desenhos animados e isso se reflete na orientação do meu desenho, que nunca foi meu grande talento (sempre gostei mais de imaginar e escrever.. rs). As cores trabalhadas artisticamente, primeiro com tinta acrílica e, já nesse século, através do computador, também caracterizam as ilustrações, cartuns e HQs do Tupi, que apesar disso não teve ainda um gibi impresso colorido. Feitas essas apresentações, talvez fique mais fácil, especialmente a quem pouco conhece o Tupi, entender a ilustração que produzi para homenagear o “rei” da história em quadrinhos brasileira, onde os principais personagens de cada autor aparecem com seus estilos de desenho trocados.
Mas o importante disso tudo é lembrar que, apesar das diferenças, o conjunto da obra desenvolvida nesses 50 anos pelo genial Maurício de Sousa me inspirou e continua inspirando até hoje. Sim, tenho críticas, desde os anos 80 quando o estúdio cresceu muito e diferentes roteiristas assumiram, as coisas mudaram e, hoje, há um multiverso dentro da empresa Mauricio de Sousa Produções, com suas qualidades e defeitos em todas as suas galáxias, inclusive na badalada revista Turma da Mônica Jovem! Mas hoje é dia de comemorar, não de polemizar, e o fato do Maurício e suas idéias, equipes, produções terem chegado onde estão, tornando-se uma das grandes empresas voltadas ao entretenimento infanto-juvenil no mundo, não é de forma nenhum razão para crítica, e sim para orgulho e celebração. Afinal, se a copa do mundo é nossa (?!), a Turma da Mônica, quiçá esteja em pouco tempo pau a pau com o licenciamento dos produtos Disney mundo afora, também é nossa, paulista, brazuca e, sem trocadilhos, tupiniquim!
10.7.09
o dia em q a terra parou...
![[hq-veloriorkut.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiEciXA0x1WFpC_ZfNSZ5BEVyk5oANxc_CstNlp-gN02zZt6JIXYHl4KIVNiRHt97KirakQOEOT9ALgBZcrmcHvYxrsOxXJT97keLX8qkBTbDs8s78Si0EsFLEuW-R0Y3eo59nz/s1600/hq-veloriorkut.jpg)
Foi uma bonita homenagem ontem, na televisão... um verdadeiro show, e tiraria meu chapéu (se estivesse usando um) para os produtores. Achei um pouco esquisito que esse show era um velório, de um cara que já morreu há duas semanas, e o mundo meio que parou pra falar dele. Achei legal que não houve muitos desastres importantes nestas duas semanas, parece que as guerras, crimes, acidentes, festas, greves, tudo enfim ficou menos grave. Bom, pelo menos essas coisas pareceram menos graves na televisão, que falou mais no falecido Michael Jackson do que em qualquer outra coisa.
Mas tá, ele era o rei do pop, e rei é rei... Eu pessoalmente gosto mais do Raulzito. Ou do John Lennon, se for pra falar num que cantava em inglês e também foi rei (do ieieiê?!)! Esquisita também essa monarquia no mundo da música. Será que Michael Jackson era parente do Elvis, que era o rei do rock (ou do tchatchatchá, segundo algumas versões... ). Falando nisso, o outro rei , mas esse da jovem guarda e da música romântica brasileira, acabou ficando meio de lado ... afinal, ele ta comemorando 50 anos de carreira e a morte do rei do pop diminuiu seu brilho...
Agora, fala sério. Nunca entendi realmente qual era a do Michael Jackson! Enquanto aqui nos trópicos o povo inveja a pele cor de chocolate e quem é branco fica tomando sol, se bronzeando até com lâmpadas, para pegar uma corzinha melhor, ele fez o contrário: mudou de preto pra branco e ainda reformou o próprio rosto pra tentar afinar o nariz e os lábios, deixar o queixo quadrado... ou seja, negou a própria cor num país onde os negros lutam há séculos por maior igualdade e respeito (e vêm conquistando). Nesse ponto, achei meio estranha a mensagem do Nelson Mandela e a presença dos filhos de Martin Luther King no velório; mas aí disseram que Michael foi o autor da letra da música “uí arde uôrde”, feita pra ajudar os famintos da África nos anos 80, e entendi as homenagens. Mas enfim... o cara foi enterrado (ah, acho q enm foi ainda, né?!), as gravadoras e toda a mídia que falar sobre ele ainda vai continuar lucrando algum... e seguindo essa idéia, até eu to postando aqui minha hq, opinião e homenagem (ainda que não seja assim tão puxa-saco como o resto do mundo)... pra tentar pegar uma caroninha nessa popularidade do falecido, hehehe. Pelo menos, ninguém pode dizer que isso seja humor negro. Desbotado, talvez.
Segue em paz, Jackson’s boy. Na verdade, eu gosto daquelas fotos antigas em que você tinha aquele cabelinho black power... se eu pudesse influenciar o desenhista das minhas histórias, faria o meu colega Zumbi com o cabelo bem naquele estilo... ;)
Tupinanquim


















