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13.7.14

Max und Tupi

Clique sobre a primeira imagem para ampliar.



Olá caros leitores.
Max e Moritz (Juca & Chico na tradução mais antiga, de Olavo Bilac) são dois irmãos travessos, personagens criados pelo alemão Wilhelm Bush em 1864, numa obra que foi considerada precursora das modernas histórias em quadrinhos. Eis aqui nossa homenagem, que começava com o desafio do jovem Tupinanquim ao já velhinho Max... que veio com a camisa rubro-negra declaradamente inspirada no flamengo! 
Desenhei o primeiro desses quadrinhos ainda antes do jogo contra a Alemanha, no dia 8 de julho. Mas no primeiro tempo a goleada já estava desenhada em campo, e então, enquanto o chocolate continuava durante o segundo tempo, desenhei/editei a segunda cena, com o Tupi encolhendo diante do personagem alemão que se agigantava.
Postei esses dois quadrinhos na página do Tupi no face, depois fiz/postei o terceiro e só consegui terminar o último hoje, depois do jogo seguinte em que o Brasil também perdeu, dessa vez para a Holanda disputando o terceiro lugar (ontem, 12/07). Publiquei a série completa primeiro aqui no blog, depois coloco a última cena também no face para completar o álbum lá. 

Essa é a última série de quadrinhos com o Tupinanquim parodiando jogos da seleção brasileira na copa do mundo de 2014, até porque acho que ficou bem representativo e o jogo contra a Holanda meio que repetiu a história. No entanto, a copa não acabou para o nosso personagem, que ama o futebol. Estou fazendo uma história de uma página, com seis quadrinhos, sobre o final do sonho dos meninos jogando com a "brazuca". E farei outras histórias também, com outros temas, nesse formato com cada quadrinho separado, o que agiliza a leitura aqui na internet e chega quase a dar uma sensação de animação, dependendo das cenas (veja nesse caso, apliando e avançando as imagens).
 Entre Argentina e Alemanha? Não sei, torço para os dois, pelo bom futebol, por um grande espetáculo no final dessa "copa das copas" em que faltou a seleção da casa, do país do futebol, fazer um pouco mais bonito. abraços ;) 

3.7.14

Tupinanquim X Condorito

Clique sobre a primeira imagem:


Dando sequência aos quadrinhos do Tupinanquim sobre a Copa do mundo de futebol no Brasil, e especialmente aos encontros e confrontos imaginários entre o nosso curumim urbano e e personagens de quadrinhos bem conhecidos representando seus países de origem, eis aí a série de tirinhas Tupi vs Condorito! Como comentei no post anterior, com essa minha mania de caprichar nos detalhes e mais a correria do dia a dia, acabo demorando mais do que gostaria para concluir e publicar! No entanto, conforme fui artefinalizando cada tira, postava na página do Tupi no face; o que não significa que faremos sempre assim, pois algumas coisas serão excluisvas dessa página, outras daquela.
Bom, daqui a algumas horas será o próximo jogo da seleção, enfrentando a Colômbia em busca da vaga na semi-final. Faremos novamente o encontro entre o Tupi e um personagem colombiano parodiando esse jogo, mas sem prometer prazo, pois este quadrinhista tem uns outros compromissos!  Além disso, hoje autor e personagem ficamos bastante tristes ao sabermos do desastre da queda do viaduto, ocorrido em Belo Horizonte, e este será o tema da próxima tirinha, dessa vez não tão divertida, mais reflexiva, que TALVEZ seja postada por aqui amanhã ainda antes do jogo.
Sobre o Condorito, personagem do cartunista chileno Pepo, é um velho conhecido: há muitos anos, quando minha irmã Elizabeth foi ao Chile acho que pela primeira vez, trouxe-me um gibi chamado "Condorito de Oro", e desde que comecei a fazer esses crossovers/fanarts, há alguns anos, queria desenhar esse encontro. Espero que possa agradar fãs de ambos, e mais uma vez, lembrando que o Condorito é propriedade intelectual de seu autor René Rios (Pepo) e comercial de seus editores, sendo esta uma homenagem de fã que não tem intenção de violar qualquer desses direitos. Até a próxima!

23.6.14

Tupinanquim X El Chavo II - a série

Clique sobre o primeiro quadro pra ler a série ampliada



Olá! Esta série de três cartuns, que formam uma espécie de história em quadrinhos resumida, é a segunda que eu faço de um encontro entre os personagens Chaves (El Chavo) e o Tupi, com esse tema, o futebol; e a primeira que utiliza essa proposta durante a Copa do mundo Brasil 2014! É uma sátira de algumas cenas do jogo Brasil X México (do dia 17/06/2014), em que o Tupi representa a seleção brasileira, perdoem a pretensão (rs), e o Chaves a do México, por isso ele aparece com a camiseta vermelha, cor usada pelos hermanos da América do Norte naquele dia! Se alguém não entendeu bem a questão do olho inflamado ou da "viúva", cabe explicar que o treinador da seleção, Luis Felipe Scollari, estava com esse problema no olho direito naquele dia, por isso a ironia do moleque mexicano com o nosso curumim que não conseguiu marcar gol (só faltas).
Como diversos países tem personagens de quadrinhos e animações bem conhecidos que podem contracenar com o Tupi, deverei fazer mais alguns cartuns nessa linha satirizando outros jogos. Para o jogo de hoje, que será entre Brasil e Camarões, penso em utilizar o personagem Kiriku, ou Kirikou, aquele menininho minúsculo dos desenhos do francês Michel Ocelot baseado em lendas africanas; mas vai depender da correria, pois vejam que esses três quadrinhos ficaram prontos só quase na hora jogo seguinte da seleção, e eu ainda não aprendi a trabalhar com o Tupinanquim de forma mais simplificada (até as tirinhas que faço com o personagem são cheias de detalhes...).
É importante ainda registrar aqui que estes personagens de outros países têm direitos autorais e marcas registradas, e portanto esses encontros são apenas homenagens de um fã: não posso e não pretendo vender esses cartuns, nem pela internet nem de forma impressa! Por outro lado, estou preparando uma edição impressa com as histórias do Tupinanquim em sua cronologia oficial, e em breve publicarei mais informações sobre isso.
Veja nesses links as postagens dos outros encontros futebolísticos do Tupinanquim, anteriores a essa copa:
Era uma vez nas Américas I (com Bart Simpson e Chaves)
Era uma vez nas Américas II (com a Mafalda)
A Jade fan Adventure (com a Jade Chan)

8.5.14

senna

Nooossa, ficamos um ano e meio sem postar nesse blog, exceto pela postagem do último ano novo.
Bom, o Tupinanquim depende desse autor humano lerdo tenso pra aparecer nesse mundo; felizmente, em seu mundo ele não envelhece (só amadurece!) e ainda vive encontros de altíssima velocidade e imensa saudade, como esse com os Sennas!

Esses quadrinhos homenageiam o Ayrton na lembrança triste dos 20 anos offline. Publicamos no facebook  primeiro, veja lá, curta, aproveite e assine a nossa fan-page, lá as atualizações são três vezes por semana ;) .

Tava lembrando que essa não é a primeira vez q o Tupinanquim ilustra uma homenagem sobre o mundo da fórmula 1!
Em 2009 foi Rubinho o homenageado, ao conquistar o 100º prêmio brasileiro na categoria!  Falta uma homenagem ao Piquet - esse é do meu tempo de piá - e outra ao Fittipaldi... q já é do tempo do vô Tapejara! e prometo que vou tentar acelerar as coisas aqui; afinal, é o site oficial do Tupi... ainda mais depois que o saudoso fotolog terra foi tirado do ar :/ Até breve. 

27.9.12

A Jade fan adventure

Clique sobre o primeiro quadro pra ler a HQ



Como fã do desenho do Jackie Chan e, especialmente, da pequena Jade, há anos venho imaginando algumas possíveis aventuras reunindo ela e o Tupinanquim! Aventuras longas, que poderiam ser encontros arqueológicos/ecológicos do Tipuxáua com o Jackie e os jovens; ou coisas mais simples como conversas dos dois pela internet... Mas enfim, ao assistir o amistoso de algumas semanas atrás entre Brasil e China,  com a inusitada goleada de 8 x 0 da seleção do Mano Menezes sobre a seleção Chinesa, essa hq apareceu!  Brevíssima mas bem complicadinha na produção dos detalhes, atrasada pelas complicações habituais de uma produção não comercial, ela de certa forma é uma continuação dos encontros futebolísticos do Tupi com Bart, Chaves e Mafalda, mas também traz algumas novidades na minha forma de produzir os quadrinhos. Observações técnicas, porém, ficarão pra outro momento.
Espero q curtam! E falando nisso: não deixem de curtir a página do Tupi no facebook www.facebook.com/tupinanquim
Ayumana!

20.7.12

Era uma vez nas Américas - parte 2




Quando a seleção Brasileira enfrentou a Argentina, em junho desse ano, pensei em dar continuidade aos cartuns que já tinha feito onde o Tupi representava o Brasil, Bart Simpson representava os EUA e El Chavito representava o México. E qual personagem infantil seria mais representativa de nosso país hermano do que a Mafalda? Contudo, lembrei de ter lido uma tirinha da personagem de Quino em que ela ironizava o futebol e a própria paixão popular... Questionadora, contestadora, irônica, não caberia à Mafalda representar em campo a obsessão argentina pelo futebol, correndo atrás da bola e fazendo gols, mesmo que ela pudesse comemorar uma vitória ou chorar uma derrota como é característico de nosso povos... Mas eu já tinha feito uma tirinha em que ela falava sobre futebol, observada com curiosidade por Calvin do Bill Waterson, depois que Brasil e Argentina foram eliminados da Copa do Mundo da África do Sul em 2010 (veja aqui). Além disso, a personagem é tão icônica e importante na História da ficção e também na minha formação como cartunista... que só pude imaginar esse final para esse hipotético encontro, mesmo antes de ver o final do jogo, onde o Brasil, enfim, perdeu de 4X3! O Tupi se encontra com ela, chuta a bola pra longe, mostra seu exemplar de Toda Mafalda e pede um autógrafo... Mas demorei pra desenhar devido às coisas mais urgentes que tinha pra fazer e até mesmo pela falta de compromisso com a publicação, já que o cartum seria apenas um exercício e homenagem postado aqui na internet. Há algumas semanas terminei os desenhos e, fazendo um pequeno suspense entre um e outro, postei-os na página do Tupinanquim no facebook (coincidindo mais ou menos com a final da Libertadores entre Corínthians e Boca Juniors). Independente de qualquer resultado esportivo entre representantes desses dois países, esta é a minha homenagem à mais inteligente personagem de quadrinhos da América Latina e ao seu criador, que vou admirar sempre como um gênio dessa arte!
E aproveitando, comemoramos com esses quadrinhos também o Dia Internacional da Amizade, hoje, 20 de julho! Abraços a todos os amigos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Veja também: 
Copa dos Blogs: a seleção


31.1.12

TUPI e NHÔ QUIM


As aventuras de "Nhô Quim" ou Impressões de uma viagem à corte foi a primeira história em quadrinhos publicada no Brasil, a partir do dia 30 de janeiro de 1869 no jornal Vida Fluminense, de autoria de Angelo Agostini. É com certeza uma das primeiras histórias em quadrinhos do mundo, pioneiríssima num estilo de narrativa e arte sequencial bem diagramada que seria adotada, duas décadas mais tarde, pelo francês Georges Colomb em A familia Fenouillard. Contudo, nem Agostini nem Colomb são considerados inventores dos quadrinhos ou bande dessinée, porque o inventor dos comics seria o americano Richard Outcault que introduziu onomatopéias, textos misturados aos desenhos e logo depois os balões. Mas como falamos em "história em quadrinhos", observando o estilo do italiano enraizado no Brasil Angelo Agostini percebemos que era, literalmente, o que ele fazia; confira, com boa resolução, a página de Nhô Quim publicada no blog quadrinho.com.  
O Dia do quadrinho nacional, ou brasileiro, como eu acho que soa melhor, foi comemorado pela primeira vez, homenageando Agostini, pela Associação de Quadrinhistas e Cartunistas de São Paulo em 1984, e mais tarde adotado oficialmente nos calendários de eventos culturais do país. 
Meu cartum acima, assim como o texto, tá saindo atrasado pra variar... rs; e atrasaria mais ainda se eu levasse a cabo a hq completa, que priemeiro seria uma tira e acabou virando um esboço de uma página de seis quadrinhos... e vai ficar pro ano que vem! A idéia do encontro do Tupi com o personagem homenageado segue a linha que adotamos desde o fotolog, há seis anos, quando o curumim sempre se encontra com o outro herói ou vilão, muitas vezes usando metalinguagens típicas dos quadrinhos e/ou elementos/estilos do outro. Nesse caso, aboli os balões usando as legendas como Agostini fazia, e dei uma "envelhecida" na arte final pra contextualizar a arte com o personagem do século 19. Aguardo impressões! Abraços aos colegas quadrinhistas, e a todos que, lendo, compartilhando, comprando e discutindo, ajudam a disseminar a nossa arte!
Erickson
pesquisa: Quadrinho.com em http://www.quadrinho.com/diadoquadrinho/?p=173 ;
Ianone, Leila Rentroia. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo: Moderna, 1994

3.10.11

Tupinanquim e o Homem Suvaco









































erê!
Demorei um pouco pra voltar a postar pq a conexão via webmóvel que estou usando ainda tá muito instável, só funciona com boa velocidade de vez em quando, e tinha tanta coisa pra atualizar depois de ficar semanas sem internet...
Bom, seguindo com o gibi virtual sobre as árvores, resolvi postar esse cartum, que mostra meu encontro com o personagem mais conhecido da "liga do cerrado", o homem suvaco (criação do colega Geuvar). Assim, com essa aventura apresentando o meu gatinho Nanquim e o inusitado super-herói do cerrado, a gente desencana um pouco da questão ambiental, tão importante mas também tão triste pq as motosserras seguem trabalhando nas matas nativas enquanto pensamos (ou não) no assunto!
Pra conhecer mais sobre o homem-suvaco, visite o fotolog do geuvar Alameda da arte.

Abaixo, alguns links relacionados com o tema "árvores" postados nesse blog, no fotolog e em sites parceiros.
até breve!

Goiaba & cia

O país das árvores

Comendo pinhão à sombra duma araucária

Projeto pau-brasil... em Marte

Primeiro acampamento 

Dia do pau-brasil

Praticante de esportes radicais

Gibi Virtual 2 - as árvores

Feliz dia da árvore (diário do filme Tainá3)

11.8.10

Bart X Tupi - 2° tempo

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjFfP1vTgDD-wbhQlhNq8ghRvoaY0BD5J9NVvAl9DGmqr94ASEdgMnlQZHIdBOw4h0jnKBvFLgc6SLjN2bkw-EwZqghuziA7KuCF9NV7ol1F0mrmdcxCTzSBEsp5z57mi0xhdc9yA/s1600/bart-tupi2.jpg
Acho que como a maioria, não consegui assistir o amistoso Brasil X Estados Unidos ao vivo, mas dizem o Galvão e o Tiago Leifert que o trio Neymar, Ganso e Pato arrasaram com os soccer-yankes. Boa oportunidade pra postar esse desenho do ano passado, dessa vez na versão que eu havia imaginado originalmente... é que quando a seleção do dunga (não do Brasil?!) venceu a dos EUA na final da copa das confederações no ano passado, a vitória não foi fácil nem houve espetáculo como gostaríamos, e por essa razão eu acabei desenhando o Tupi com outra expressão, como vc pode conferir aqui.
Na postagem do ano passado no flog também explico porque optei pelo Bart Simpson de Matt Groening pra representar o futebol estadunidense.
No próximo post voltaremos com a sequencia da HQ "meu primeiro floco de neve" e, em breve, muitas novidades no universo do curumim urbanóide!

30.7.10

green lantern friday

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhus6FDMg9xBW-QXKQwhdB9YnhFN64wzlo1JP7rgupcXrtBECvFezZjhAXjBMf0ndFhVhlYoDCMKFwelTqmucmNk8G71SOLW7rJ-CC7Sx6T07Mj_A43674gJS7F4MnZPphqoxInTg/s1600/Tupilanterna.jpg
Olá galera. ficamos um bom tempo sem atualizar o blog devido às correrias do dia a dia. Hoje iríamos quebrar o jejum de qualquer forma, postando imagens e notícias do universo do Tupinanquim; mas aí, através do twitter, fiquei sabendo que a Priscila do blog Pink Vader estava promovendo uma coletânea de fanarts do Lanterna Verde, o GLFriday! Como somos fãs do defensor esmeralda, especialmente de sua mais carismática identidade vivida pelo heróico Hal Jordan, o Tupinanquim logo topou participar da brincadeira! pena q no meio do trabalho estragou o mouse do meu desktop e tive q me virar... por isso a nossa participação acontece agora, no finzinho dessa sexta feira.
Se tudo der certo, amanhã estaremos postando novidades. Os malfeitores, como o aedes aegypti giganteus, vilão representado nessa cena, se cuidem! O curumim urbano está de volta!

12.7.10

copa dos blogs - a seleção

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgOHidcbTIS_CVcgRa5XUQgY5LgZxnEaZtRP4ToEdGuJ_4c-l8XWrzJOZN-VMSyHP-UgMAHuLxKdamR6DXyObHFx9MsGl_B1iO1GnkNOCszpYIerZNw2lm_oWv8GxJGUu8x65LlRw/s1600/selecaobrasileiradewebcomic.jpg
Você já conhece esse time? é a seleção dos personagens que participaram do evento conhecido como "copa dos blogs", realizado a partir do dia 11 de junho nas webcomics listadas abaixo. Naquele dia, cada autor postou uma tira, cartum, página de quadrinhos ou animação (foi o meu caso) onde o personagem em comum era a bola, que pulava ou rolava de cena em cena criando um efeito de interação muito bacana e, que eu saiba, inédito entre blogueiros/cartunistas.
nesse segundo tempo, ou melhor, momento pós-jogo, os protagonistas de toda aquela sequencia de jogadas engraçadíssimas reúnem-se pela primeira vez numa mesma cena, posando para essa foto histórica.
Com essa imagem nos despedimos da Copa 2010, mas certamente a seleção voltará a se reunir para outros jogos, e esperamos q possa crescer, recebendo novos personagens e autores; afinal, brasileiros não são bons apenas no futebol, mas em todas as artes, e nos quadrinhos e cartuns estamos seguindo um caminho cada vez mais vitorioso que foi aberto há décadas por campeões como Mauricio de Sousa, Ziraldo, Henfil e enfim... aí vamos nós!

Todos os personagens foram desenhados pelos seus respectivos autores e a montagem da imagem coube ao Cleber B, que integrava a comissão técnica junto com o Wesley Samps. Veja abaixo a escalação completa, visite os sites da moçada; e pra assistir ou rever o jogo hilário dessa turma, começando pela animação do Tupinanquim, clique aqui!

Seleção Brasilária de Webcomics
01 – Nicholas A. Sindeaux (http://madcomics.blogspot.com)
02 – Pedro Hutsch Balboni (http://www.joaosejoanas.com)
03 – Yuri Amaral (http://estudioyabai.wordpress.com)
04 – GeekCats (http://geekcats.com/br)
05 – Wesley Samp (http://www.oslevadosdabreca.com)
06 – Euricéfalo (http://tirasdoeuricefalo.blogspot.com)
07 – Guilherme Bandeira (http://fandangossuicida.blogspot.com)
08 – Takren (http://mundico.blogspot.com)
09 – Will Leite (http://www.willtirando.com.br)
10 – Carlos Jorge (http://berenito.blogspot.com)
11 – Fernanda Lima (http://www.osmonstrinhosdarua45.com)
12 – Verônica S. de Souza Saiki (http://verdugooinacreditavel.blogspot.com)
13 – Mauricio Rett (http://www.cartunista.com.br)
14 – Rogério de Souza (http://osdebiloids.blogspot.com)
15 – José Lucas Queiróz (http://eitanoisso.blogspot.com)
16 – Rodrigo Leão (http://noisnatira.com)
17 – Rafael B. Dourado (http://www.sapobrothers.net)
18 – Marcus Beckenkamp (http://mbeck.com.br/wp)
19 – Erick Artmann (http://tupinanquim.blogspot.com)
20 – Brandon Oak (http://brandonoak.blogspot.com)
21 – Nightsy (http://www.nightsy.com)
22 – Rodrigo Chaves (http://contratemposmodernos.blogspot.com)
23 – Cleber B. (http://hqrizando.blogspot.com)
24 – Tiburcio (http://meumonarcafavorito.blogspot.com)
25 – Wallisson Narciso (http://nanquimaoquadrado.com/blog)
26 – Rubens Bueno (http://www.ivoviuauva.com.br)
27 – Balão Vilela (http://balao-ilustracao.blogspot.com)
28 – Rafael Marçal (http://profeticos.net/)

7.7.10

happy birthday bill watterson

OS QUADRINHOS SÃO JANELAS OU PORTAIS INTERDIMENSIONAIS, ONDE O LEITOR DO MUNDO REAL PODE VER OS PERSONAGENS DE OUTROS UNIVERSOS! EVENTUALMENTE, UM PERSONAGEM DE UM DESSES UNIVERSOS, QUE TENHA O DOM DE 'ENXERGAR' MELHOR, PODERÁ VER PERSONAGENS DE OUTROS UNIVERSOS PARALELOS AO SEU!https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhgcx8XiO10KbYfnYxGzBKcBDdS2CEAWKxW7gHdsTvL4yn9Anwmxtbi0QlFDedq9NwPFsY3ugPvBYQKcthbI7PAyPl8f2gls8CrHHKBi9pABZgbAXLm2oUVnzIRH3XVnMkJ9BHISw/s1600/tupi-calvin-e-mafalda.jpg Calvin, um menino maluquinho criado pelo americano Bill Watterson em 1985, é um dos personagens que certamente teria esse poder de enxergar e até interagir com outros universos. Dono de uma imaginação privilegiada, é através da fantasia levada a sério(!) que ele reflete sobre as contradições, ironias, tira conclusões geralmente hilárias, mas também sérias e contundentes sobre o mundo dos adultos, que já é, na percepção do autor, um outro universo bem distinto daquele em que vivem as crianças (e alguns adultos) capazes de explorar a imaginação de tal forma! A comparação de Calvin com a Mafalda de Quino é inevitável, já que ambos questionam e ironizam constantemente o mundo dos adultos, diferente por exemplo do clássico 'Peanuts' (Charlie Brown), do americano Schulz, onde os adultos nem mesmo aparecem nas tirinhas! Mas há diferenças importantes, determinadas pelos contextos real e ficcional dos autores e personagens. A Mafalda dava voz às críticas sutis, disfarçadas quando necessário, sobre uma realidade política complicada por golpes militares, repressão, colonialismo cultural vividos pela Argentina e outros países da América Latina nos anos 60 e 70. Ali não há tanta fantasia, e além da personagem central há diversos outras crianças, todas com personalidades diversas e bem definidas. Calvin, por outro lado, vive nos EUA dos anos 80 e 90, o império da indústria do entretenimento, e embora mantenha a linha filosófica de sua antecessora sul-americana, mostra-se mergulhado no mundo fantástico, conversando o tempo todo com seu melhor amigo, companheiro de aventuras, o tigre Harold (Hobbes) que, numa primeira leitura, dificilmente o leitor entenderia como um amigo imaginário, um bichinho de pelúcia transformado pelo poder da imaginação infantil. Mas essas características, ao contrário do que possa parecer, não fazem de Calvin um garoto alienado: a boa reflexão sobre a realidade, afinal, vem associada à fantasia desde as fábulas e mitos presentes em todas as culturas mais antigas!
Embora tenha devorado as tirinhas da Mafalda quando era criança, confesso que sou um leitor bastante recente do universo de Calvin, que vim a conhecer melhor apenas algum depois da famosa carta que Watterson escreveu em 1995, ao deixar de desenhar as tirinhas diárias, depois inclusive de já ter criado o Tupinanquim e desenvolvido as primeiras tirinhas e HQs do personagem; o que também não significa que o meu trabalho com o curumim urbano não venha a ter alguma influência do autor de Calvin and Hobbes, afinal os universos ficcionais estão sempre sendo acrescidos de novos elementos, conforme evolui a nossa percepção da realidade e da ficção...
Enfim, este post é minha homenagem a Bill Watterson, que completou 52 anos na última segunda feira, 05/07, e seus personagens mágicos! Aproveitei esse nosso momento de certa alienação, assumida até, em que tanto falamos de futebol e copa do mundo, pra mostrar o Tupinanquim meio perdido nesse contexto após a derrota da seleção brasileira, e Mafalda representando uma cidadã argentina triste mas solidarizada com a frustração de todo o continente nesse cenário futebolístico, e a personalidade contestadora caracterizada pela paráfrase ao conterrâneo Chê! Não é a Mafalda de Quino, claro, mas uma paródia daquela; a ironia do cartum, porém, acredito que traga um pouquinho do que aprendi lendo esses dois mestres.

16.3.10

Tributo ao Glauco

[ze-geraldao-e-tupi.jpg]

Olá pessoal.

Fiquei alguns meses sem postar nada sobre as aventuras do Tupinanquim e sua vida em Itaquessaba e no mundo dos quadrinhos; já tava na hora de retornar, e nesse momento dramático após a morte do genial e inspiradíssimo cartunista Glauco, o tema do primeiro post do ano é a minha humilde homenagem. Tributo também um pouco atrasado, considerando que a maioria dos colegas quadrinhistas e cartunistas postou seus cartuns já a partir do dia da tragédia, doze de março, quinta feira passada.

A verdade é que estou um pouco ausente não apenas da internet e das publicações on-line ou impressas, mas também da própria vida artística. Não cabe aqui hoje explicar porquês, só quero dizer por hora que eu e o meu personagem mais querido estamos voltando.

Falar um pouco sobre o Glauco: como muita gente da minha geração, consumidor de gibis no início dos anos 80, o Chiclete com Banana do Angeli foi a minha primeira leitura de tiras brasileiras com tema adulto: primeiro foram as coletâneas de tiras que saíram nas bancas, incentivando a acompanhá-las também nos jornais; depois, em 1986 veio a revista bimestral do Angeli que virou febre e logo depois a Circo e a revista dos Piratas e a do Geraldão! Mas bem antes de sair a revista do Geraldão todos nós, fãs da pioneira Chiclete, já éramos fãs de “Los três amigos” Glauco, Laerte e Angeli, um processo natural já que os três autores e seus personagens se completavam num universo cotidiano e ao mesmo tempo bizarro, diverso e coeso como o universo de heróis da DC, onde conviviam com grandes diferenças Batman, Superman e o Monstro do Pântano, por exemplo. Se os personagens do Glauco tinham, por um lado, o traço extremamente estilizado e simplificado, eles traziam em suas linhas rabiscadas e nos diálogos a naturalidade de um mundo ridículo, renegado pela ficção até então, ou excessivamente dramatizado nos quadrinhos e cartuns marginais e escatológicos, com desenhos cheios de sombras, iniciados por Robert Crumb e que no Brasil influenciaram mais Angeli e Marcatti. Para o Glauco, mais do que para os colegas, o bizarro era uma coisa comum, normal, o ridículo está presente em nossas vidas todos os dias e por isso não é preciso chocar: podemos rir e até sentir carinho pelo solteirão que anda pelado carregando seus vícios e sentindo tesão pela própria mãe.

Por fim, uma coisa que me chamou a atenção foi a postura do Glauco diante de uma prática religiosa nesses últimos anos. Como padrinho de uma comunidade do Daime, doutrina que reuniu cristianismo e práticas xamânicas/indígenas e, consequentemente, é alvo de preconceitos, mas também uma novidade curiosa no mundo teológico, Glauco mostrou ao país que definitivamente seguia seu caminho do bem e que sua busca por um mundo melhor ia além do humor sarcástico e críticas político-sociais presentes em suas tiras. Quero mandar um abraço sincero e comovido à família, e dizer que me orgulho de ser um artista quando olho pra esse cenário, nesse país onde apesar de todas as repressões e dificuldades por que passamos, homens como o Glauco Villas Boas deixaram os seus traços na história pra todas as gerações futuras! Às autoridades: façam justiça!

27.8.09

Dá-lhe Rubinho!

[rubinhoblog.jpg]
Rubens Barrichello, um ídolo diferente do que nos acostumamos a ver nas décadas passadas representando o Brasil nas pistas, tornou-se um injustiçado "vilão" por essa comparação com Senna e Piquet... Mas se o comparamos com a maioria dos homens arrojados que conseguem pilotar um carro de Fórmula 1, podemos dizer que ele está no primeiro time, vencedor de dez grandes prêmios, com os quais colaborou como o quarto maior vencedor brasileiro numa categoria onde brasileiros, há décadas, estão entre os melhores. E a centésima vitória da coleção iniciada por Emerson Fittipaldi em 1970 é dele, Rubinho Barrichello, neste último dia 23 de agosto de 2009, em Valência, na Espanha (Grande Prêmio da Europa).

Na nossa homenagem, o Tupinanquim dá a bandeirada para esse guerreiro, tão humano como qualquer um de nós e tão herói quanto os grandes heróis da História em seus grandes momentos.
valeu, Rubinho!

11.8.09

homenagem ao mauricio 2

[coelho-maluco2009.jpg]
Esta é minha segunda arte postada em homenagem ao Mauricio de Sousa... pode parecer politica ou ecologicamente incorreta, mas como eu disse recentemente numa discussão sobre a censura nos quadrinhos realizada no cine-teatro ópera, a arte não precisa ser politcamente correta, e sim a política!
Na verdade eu fiz este cartum em 2007 como resposta a um desafio em que os desenhistas mencionados por outros deveriam postar em seus flogs o desenho original de um coelho; e ao mesmo tempo estávamos divulgando a idéia do "ano dos quadrinhos brasileiros", daí a temática irônica, em q o Tupi dá nó nas orelhas desse conhecido personagem da indústria de entretenimento, inspirado, evidentemente, numa cena ainda mais conhecida, dos quadrinhos tupiniquins! Mas vamos lá, pra não nos acusarem no mundo real de má-influência, cabe a advertência:
CRIANÇAS, NÃO FAÇAM ISSO EM COELHOS DE VERDADE!
Erê curi!

24.7.09

Xandro e Tupi

clique pra ampliar>
Pode-se dizer que esse encontro é um “presente encomendado” pelo aniversariante, mas como podem ver, trabalhei cada detalhe com muuuuuuuuuito carinho, desde a concepção da idéia até a gravação do arquivo no formato final a ser apresentado na web, mantendo boa resolução dentro das possibilidades do blog, e do flog onde postei uma versão um pouco diferente. Trabalheira, mas valeu a pena, pois novamente pude ousar algumas técnicas diferentes conforme a cena foi tomando forma.
O Xandro é um personagem de quadrinhos da era da internet que, paradoxalmente, é talvez o mais artesanal de todos que a gente vê por aí! Isso porque o seu autor Alexandro desenha e pinta com canetinhas e lápis de cor, e depois faz a capa com colagens e até grampeia as revistas que vemos no
seu blog e, portanto, existem de verdade, ainda que apenas em seus originais. Eu adorava pintar com lápis de cor e giz de cera, e cheguei a colorir assim alguns desenhos do Tupi, que viraram cartões e adesivos feitos com xerox coloridos no início da divulgação do personagem (1998). Recentemente quis retomar a técnica e comecei um quadro em lápis e giz, era pra um salão, mas não terminei a tempo; então, quando o Xandro (autor) me pediu pra fazer o encontro dos dois moleques, logo que comecei percebi que seria legal manter o estilo do personagem como ele aparece no flog e no blog, assim mais artesanal. Por outro lado, eu não tinha as mesmas canetas que o Alexandro usa, para os contornos por exemplo, e não seria muito natural eu imitar o estilo dele em tudo; então resolvi fazer como sempre faço, contornos no papel e todo o resto no photoshop, e consegui caracterizar mais ou menos o estilo do Xandrinho usando pincéis com texturas que lembram os lápis de cor;

A metalinguagem presente nesse encontro, em que eles saem de seus respectivos gibis, coincide com as propostas de ambos, recheadas dessas referências entre os dois mundos: o Tupi que sempre conversou comigo, autor, e com vocês leitores, ciente de sua condição de personagem da mesma forma que a turma da Mônica nos velhos gibis e em seu primeiro longa metragem animado; e o Xandro, uma versão desenhada e quadrinhística de seu próprio autor! Pra enriquecer o tema e aumentar um pouco o realismo, quis colocar um bolo de verdade, mas no fim um bolo inteiro ocuparia muito espaço e resolvi eu mesmo assar um pedaço da nega maluca no fornoshop, digo photoshop; foto mesmo tirei apenas do pires, com a borda da mesa que se tornou um canto da parateleira. Até gravei algumas etapas do processo, do mesmo modo que fiz com a arte da goiabeira, e se bobear, um dia desses posto por aqui um novo making off ou mesmo tutorial dessa arte.

Por hora é isso, resta saber a opinião de vocês aí... um feliz aniversário ao Xandrinho, e acho que nem preciso dizer que o Tupinanquim adorou esse encontro com o colega...
Vejam a outra versão do desenho no http://fotolog.terra.com.br/tupinanquim10:204 .

18.7.09

Maurício: meio século de História... em quadrinhos!

Até os 5, quase seis anos de idade, eu morava num lugar chamado Vila Liane. Em frente à nossa casa, que era de madeira, tinha um campinho onde empinávamos pipa; os quintais tinham árvores frutíferas, a rua era uma ladeira que descíamos de carrinho de rolimã, e no verão era comum andarmos com os pés descalços! Ou seja, eu vivi um pouquinho nesse universo, nos anos 70, muito parecido com o bairro do limoeiro retratado desde antes daquela época e, com poucas mudanças importantes, até hoje nas revistas da turma da Mônica. Minha irmã mais velha ganhava sempre, do meu tio Ludovico, gibis novos da Mônica e do Cebolinha, e eu, que ainda não sabia ler, adivinhava as histórias (algumas minhas irmãs liam pra mim). Minha irmã guardou os gibis e fui reencontrá-los depois que já estava na escola e morava mais perto do centro; entre aquelas relíquias, estava a revista Cebolinha número 2, da ed. Abril, e mais tarde cheguei a comprar uma reedição da número 1.

As histórias daqueles primeiros gibis do Cebolinha, de que me lembro bem e que eu mais gostava, eram duas da dupla Cebolinha e Cascão: uma em que o Cebolinha tinha feito um avião de madeira (mas que se não me engano era azul?!) que de repente voava de verdade, e outra análoga, sobre um carrinho de madeira onde um ia dentro e o outro empurrava, até encontrarem uma ladeira e perderem o controle ou algo assim... Há muitos anos não temos mais esses gibis (acho que eu e meu irmão devolvemos pra dona apenas as Mônica (que ela deve ter até hoje) e, por fim, extraviamos os Cebolinha [:S].

Mas o estrago já estava feito... rs. Como todo mundo li muito gibi da Disney, mas recebi outras influências como os livrinhos que reuniam as tiras da Mafalda, do Garfield e do Angeli/Chiclete com Banana (antes da revista bimestral ser lançada). Aos 10 anos comecei a acompanhar os gibis de super-heróis da DC, depois Conan, os quadrinhos eróticos da Grafipar; aos 17 produzi meu primeiro fanzine de quadrinhos, num gênero bastante rebelde, depois escrevi e desenhei vários gêneros, inclusive super-heróis. Mas fui me encontrar realmente no mundo dos quadrinhos quando, alguns anos depois de me tornar pai e aprender mais um monte de coisas com o meu filho mais velho, voltei à infância, à inocência dos quatro, cinco anos, e finalmente, reassumida minha primeira paixão literária que eram as histórias em quadrinhos do Mauricio de Sousa, surgiu o Tupinanquim, inspirado em meu filho Mozart em 1994, então com 4 anos e a exemplo da história do próprio pai/criador das Mônicas filha e personagem!

Oficialmente, o Tupinanquim nasceu em 1998, quando apareceu pela primeira vez numa exposição e também num jornal impresso, já basicamente com as mesmas características que tem hoje; o traço, é claro, evoluiu um pouco de lá pra cá: sempre gostei de um estilo um pouco mais realista tanto em quadrinhos como em desenhos animados e isso se reflete na orientação do meu desenho, que nunca foi meu grande talento (sempre gostei mais de imaginar e escrever.. rs). As cores trabalhadas artisticamente, primeiro com tinta acrílica e, já nesse século, através do computador, também caracterizam as ilustrações, cartuns e HQs do Tupi, que apesar disso não teve ainda um gibi impresso colorido. Feitas essas apresentações, talvez fique mais fácil, especialmente a quem pouco conhece o Tupi, entender a ilustração que produzi para homenagear o “rei” da história em quadrinhos brasileira, onde os principais personagens de cada autor aparecem com seus estilos de desenho trocados.

Mas o importante disso tudo é lembrar que, apesar das diferenças, o conjunto da obra desenvolvida nesses 50 anos pelo genial Maurício de Sousa me inspirou e continua inspirando até hoje. Sim, tenho críticas, desde os anos 80 quando o estúdio cresceu muito e diferentes roteiristas assumiram, as coisas mudaram e, hoje, há um multiverso dentro da empresa Mauricio de Sousa Produções, com suas qualidades e defeitos em todas as suas galáxias, inclusive na badalada revista Turma da Mônica Jovem! Mas hoje é dia de comemorar, não de polemizar, e o fato do Maurício e suas idéias, equipes, produções terem chegado onde estão, tornando-se uma das grandes empresas voltadas ao entretenimento infanto-juvenil no mundo, não é de forma nenhum razão para crítica, e sim para orgulho e celebração. Afinal, se a copa do mundo é nossa (?!), a Turma da Mônica, quiçá esteja em pouco tempo pau a pau com o licenciamento dos produtos Disney mundo afora, também é nossa, paulista, brazuca e, sem trocadilhos, tupiniquim!

Erickson Artmann

ps: vejam mais artes de vários autores, homenageando o Mauricio, através do blog criado com esse fim pelo quadrinhista Wesley: http://mauriciodesousa.wordpress.com/