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20.9.11

gibi virtual 2 - Árvores


Amanhã, 21 de setembro, homenageamos “nossas primas, as árvores”, como disse o saudoso astrônomo Carl Sagan na série de TV Cosmos! E o dia da árvore, véspera do início da primavera, era a data em que eu planejava lançar um gibi do Tupinanquim que tivesse como tema principal a ecologia e, em especial, as árvores. Isso foi em 1997, ano 0 do personagem, quando criei as suas características e comecei a desenhar as primeiras histórias; dentre aquelas páginas pioneiras estava a HQ O velho Jatobá, que apresentava o curumim urbano muito jovem, com cerca de seis anos de idade, e também a sua mãe e a irmãzinha Potykytã ainda em fase pré-escolar! A capa apresentada nessa postagem também teve sua primeira versão desenhada no final de 97, e estas páginas, desenhadas literalmente com tinta nanquim em folhas no formato A3, somavam-se a outras HQs curtas e ilustrações que estrelaram uma exposição de quadrinhos no SESI aberta no dia 05 de fevereiro de 1998, data que passei a considerar como o “aniversário” do Tupi.
Nesses quase 14 anos, o gibi temático sobre as árvores nunca foi concluído e impresso, mas o amor do curumim urbano pela flora e fauna continuou presente em diversas HQs publicadas na internet ou impressas, nos cartões e adesivos e também nas breves animações produzidas e publicadas online desde o comecinho deste século XXI! A HQ pioneira “O velho Jatobá” e algumas outras histórias curtas e ilustrações serão postadas nessa semana, retomando o ritmo de postagens divertidas mas com importantes reflexões sobre a nossa realidade, como fazíamos no primeiro site do Tupi, hospedado no já extinto portal geocities, no flog Terra e mais recentemente nesse blog, que a partir de agora passa a se chamar simplesmente Tupinanquim, mas sem abandonar a proposta de quadrinhos alternativos/independentes dos velhos fanzines que homenageamos até hoje com o nome “tupifanzim”.
capa+gibi+virtual+2+tupinanquim.jpg (600×871)
Amanhã postarei na íntegra a HQ principal deste gibi online, e nos próximos dias outras novidades do nosso curumim e do Universo À Margem relacionadas às árvores e à natureza em geral. Acompanhe!

11.4.10

os arroios urbanos

Bom, depois da brincadeira de primeiro de abril (que homenageou a velha editora Abril e todo aquele seu universo de quadrinhos infanto-juvenis de algumas décadas atrás), vamos falar um pouco sobre os gibis reais e já publicados do nosso curumim urbanóide. Decidi começar justamente pela última publicação impressa, "Os arroios urbanos de Ponta Grossa", por tratar-se de um gibi educativo, q fala sobre o meio-ambiente e a importância da preservação dos arroios e matas ciliares, e também de uma questão importante e atualíssima que é a urbanização dessas áreas.
Nesta aventura, publicada pela Secretaria Municipal de Turismo e Meio-ambiente da prefeitura de Ponta Grossa, Pr, em 2004, o Tupinanquim e seu pai, o Tipuxáua, visitam a cidade de Ponta Grossa para conhecer os arroios, com sua importância, e também os problemas acarretados pelo avanço da cidade sobre essas áreas de grande fragilidade aos impactos ambientais. Em Ponta Grossa eles são recebidos pela Princesinha dos Campos Gerais, apelidada pelo Tupi de "A menina dos olhos d’água do Paraná”, que é também o título da história, e por seu tio Fritz, uma espécie de cientista maluco (ou nem tanto...).
Há muito tempo eu queria fazer uma cartilha ou gibi falando sobre a importância da preservação das margens dos nossos córregos, pois sempre fui apaixonado pelas paisagens naturais da região e já trabalhava com causas ambientalistas numa ONG; também morei, quando criança, perto de um desses arroios que com o tempo foi engolido pela cidade, sepultado em manilhas, concretado. A oportunidade apareceu quando o então governo municipal desenvolvia um projeto interessante, que previa, entre outras coisas, a desocupação das margens desses arroios, relocando, ou seja, oferecendo às pessoas que moravam nas margens (principalmente quando áreas de risco) casas melhores em áreas próximas, porém seguras; e então replantando as matas ou criando áreas de “parques lineares” ao longo dessas margens.
Mas no gibi pudemos falar bem mais do que isso. Na HQ, enquanto os quatro personagens visitam alguns arroios com maiores e menores graus de interferência urbana, os adultos explicam e discutem as questões relacionadas, e nossos jovens heróis ficam fascinados com algumas belezas ainda encontradas e ao mesmo tempo tristes com a degradação do ambiente e os riscos a que as pessoas que vivem ali acabam se submetendo por causa disso.
Os problemas com nossos arroios e com as encostas dos morros, também ocupadas de forma irregular, não acabaram e alguns casos até se agravaram, especialmente nessas épocas de chuvas fortes, quando ocorreram enxurradas, pequenas enchentes, e recentemente alguns deslizamentos de encostas, não tão graves como as tragédias que acabamos de ver no Rio de janeiro, mas mesmo assim riscos às vidas de alguns cidadãos... riscos que poderiam ser evitados se os problemas sócio-ambientais fossem tratados com seriedade por todos os governos, e a educação ambiental fortalecida. E isso, claro, deve acontecer em todas as cidades do nosso país! A nossa grande esperança ao trabalhar temas educativos com os personagens de quadrinhos, destinados à infância e à juventude, é que um dia as mensagens que nossos pequenos heróis da ficção estão transmitindo sejam de fato praticadas pelos cidadãos e quiçá heróis da vida real.
(páginas 9 e 10. clique sobre elas para ampliá-las)