23.5.21
Tupinanquim em Vigília pra ver o cometa.avi
19.4.10
PAIQUERÊ
"Todos os índios do sertão de Guarapuava informavam do mesmo modo: os campos do Paiquerê eram os mais belos, amplos e férteis do ocidente, riscados por límpidos ribeiros que corriam sobre brancos seixos para os grandes vales do Ivaí, do Piquirí e do Iguaçu.À luz do sol e da lua, sob o fulgor das estrelas ou sob a cúpula do firmamento de azul pleno e tranqüilo, a grama eternamente verde do Paiquerê infinito era o pasto, o leito e o ninho de uma fauna de incontáveis espécies, magnífica e deslumbrantre de beleza.
(...)
E os capões bailavam, rodando à passagem dos caminhantes, no movimento da vida farta, num contágio de eletrizante alegria.
A natureza ali exsurgia em tudo numa glória eterna e incomparável, na paz festiva da abundancia e da fraternidade.
Mas onde era esse rincão do Paraíso?
Todos os índios o descreviam aos férreos homens de aventura e de cobiça de aqueles tempos de dantes, mas esses homens partiam sorrindo à sua conquista e se perdiam no sertão!
Guiavam-se pelas aves em revoada, pelo marulho das águas, pela limpidez translúcida do céu, pelo rugido da Puma e se tresmalhavam na floresta!
Caminhavam pisando urzes sem senti-las, dentro de um sonho, alimentados de desejo e de esperança, e aniquilados por fim estatelavam diante da realidade vencedora da selva e da Montanha!
Onde era, então, o Paiquerê?
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O Paiquerê era como a Felicidade: estava em toda parte e em parte alguma! Sem cobiça via-o o índio, estendido e luminoso, farto de frutos, nas terras altas, perto do céu, junto das águas mansas da terra antiga e acolhedora.
Não o via, porém, o egoísta, e entretanto ele ali estava, cobrindo das flores de ouro dos ipês as cabeças dos aventureiros, irradiando para todos os rumos da amplidão o canto das aves que passavam batendo as multicores asas sonorosas bem perto do ambicioso!
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Quantas vezes também nós andamos, na alucinação dos desejos, por toda parte procurando, sem nunca encontrar, uma visão sedutora como o Paiquerê!"...
MARTINS, Romario. Paiquerê – Mitos e Lendas, Visões e Aspéctos. Curitiba: 1940. (p. 9-10; ortografia atualizada)
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Hoje é o DIA DO ÍNDIO, uma data simbólica e extremamente modesta criada para homenagear os habitantes nativos do nosso continente, e suas culturas peculiares das quais resta um pouquinho, hoje, no dia-a-dia de todo o povo brasileiro. Infelizmente, a valorização e o respeito ao meio-ambiente natural com sua riquíssima biodiversidade e belíssimas paisagens não foi assimilada pelo colonizador europeu q determinou a maior parte de nossa cultura "civilizada"; mas ainda restam os recônditos entre as montanhas, como mostra o cartum acima.
Esse desenho, pintado com tinta acrílica, é de 1998, e tornou-se o adesivo mais vendido do curumim urbano na época. Também é uma das ilustrações presentes no meu livro de poesia Desenhos de linguagem. Durante o dia vou postar mais algumas homenagens e reflexões sobre a questão indígena. Acompanhe!
4.4.10
escalando

Nhanderu Ra'y é, para muitos, a versão guarani de Jesus Cristo. Alguns dirão q foram os jesuítas que fizeram essa comparação modificando um pouquinho as nossas lendas originais. Seja como for, hoje comemoramos a páscoa, que já é uma mistura de diferentes tradições, mas tem como personagem principal aquele que pode ser considerado o maior herói da humanidade. Pra mim não importa se a história de Jesus Cristo é ficção ou realidade, afinal a minha história também é uma ficção e aqui estou eu, passando uma mensagem que poderá ser lida e vista por muitas pessoas, e as pessoas devem julgar se essa mensagem é ou não importante pra elas. Também não culpo Jesus nem aqueles que escreveram a sua história pelos crimes q os colonizadores europeus, inclusive os chamados "jesuítas", cometeram contra o meu povo: afinal isso tudo foi muito depois da história de Jesus ter acontecido ou ter sido escrita por seus primeiros seguidores.
Então deixo aqui a minha mensagem de fé, fazendo um trocadilho com a frase original de jesus, que dizia q a fé pode mover montanhas. Bombas também podem mover montanhas, o legal mesmo é escalar, e é isso q devemos fazer em nossas vidas até alcançarmos os objetivos mais altos ou complicados q consideramos importantes!
Por fim, quero aproveitar que estou falando em Jesus Cristo pra indicar uma leitura um pouco diferente sobre esse cara, em quadrinhos: é o álbum Yeshua - assim em cima assim embaixo, de Laudo Ferreira e Omar Vinhole.
Ah, sim: as informações sobre Nhanderu foram baseadas especialmente no livro Kyvy Mirim, de Brígido Ybanhes e Márcia Széliga, e no texto de Ozias Deodato Alves Jr, que pode ser encontrado nesse link http://www.staff.uni-mainz.de/lustig/guarani/floripa/ .
22.3.10
DrummOndeAndo
![[drummondeando2laguinho.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXM_1a1dLgW0o9Q_JMNHgAJhxS6HUOhcZqJ-4RdnVRm1Oj7Ty1FBIPcpiHIaNWvdx97sQaHjTxwi4wFJP-4UvnHjjyYK0329lIGi88K5mN_i2UW1ecyImVGykJcIFILV3H6P6Lcg/s1600/drummondeando2laguinho.jpg)
Em princípio pensamos em postar apenas a arte do último quadrinho, por causa do laguinho, como referência ao Dia Mundial da Água! Mas como a hq já tem mais de 10 anos e permanecia inédita na internet, achei q já era hora de apresentá-la a vocês, leitores do meu blog Tupifanzim. Com a HQ, retomamos também a proposta de transformar o blog numa página de quadrinhos na rede, ou webcomic, ja q é justamente nas histórias em quadrinhos, cartuns e tiras que eu me sinto mais à vontade...
Sobre a água e sua importância na vida dos seres do planeta, vamos falar num próximo post em breve; até porque tenho muitas aventuras relacionadas ao tema, fiquem acompanhando! Abraços e até breve!
24.12.08
O Tupinanquim no universo da poesia


“Curtas e gratas” reúne estes poemas visuais e chegou a compor, em princípio, uma parte de um outro livro que reuniria meus poemas desde a infância, e que permanece inédito. Depois virou projeto de livro com esse nome, e por fim tornou-se a primeira parte do livro Desenhos de Linguagem, que reúne ainda poemas mais longos do mesmo período e com a mesma característica de brincar com a língua portuguesa, os “desenhos de linguagem” propriamente ditos e assim nomeados na segunda parte do livro. “Poemas à margem”, a terceira parte, reúne alguns poemas de períodos distintos que, de uma forma ou outra, referem-se ao universo do poeta (e do artista em geral) marginalizado, mas mantendo o humor, as aliterações tão características da obra toda, e valorizando sempre a esperança e as sensações em relação à natureza.
O Tupinanquim ilustra o livro com uma seleção dentre as dezenas de ilustrações que eu teria disponíveis: são algumas das mais poéticas imagens que compus protagonizadas pelo curumim urbano, e todas estão relacionadas, de forma direta ou indireta, aos poemas escritos.
É um ótimo presente pra dar a quem se ama (inclusive você mesmo)! O livro, em caráter promocional de lançamento, custa 15 reais e pode ser adquirido,
Desenhos de linguagem tem 64 páginas em papel branco de
Esta primeira edição teve seu miolo impresso em laser com a ajuda da Suprimax cartuchos & Toners. A capa foi impressa na Gráfica Planeta com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Ponta Grossa, e a edição conta ainda com o apoio logístico da Verbo Livraria, Makro Livraria e Papelaria, Degradê Informática e Mian Armarinhos e Presentes. Cada exemplar foi confeccionado artesanalmente pelo autor.
